A importância da entrada dos jovens no mercado de trabalho - Kelly Stak

“A alegria que se tem em pensar e aprender faz nos pensar e aprender ainda mais.” (Aristóteles).


Essa frase define bem o meu olhar sobre o meu trabalho. Essa alegria em aprender não é uma característica exclusiva de um determinado grupo ou faixa etária, mas essa alegria me fascina especialmente no jovem que procura sua primeira chance no mercado de trabalho. Convido vocês a tentarem lembrar o que sentiram quando receberam o seu primeiro salário na vida. Arrisco-me a afirmar que a maioria descreveria os sentimentos de autoconfiança, responsabilidade e independência.


Meu nome é Kelly Stak e sou coordenadora geral do IBRASA, uma ONG de jovens aprendizes, que fazem sua aprendizagem prática em supermercados. O projeto conta com aproximadamente mil jovens cadastrados e já passaram por aqui em torno de nove mil jovens. Com essa experiência, posso afirmar com propriedade que a curiosidade do jovem é motivadora, e cabe a nós, líderes perceber essa curiosidade e alegria e desenvolver esse jovem. As pessoas que tem essa alegria em pensar e aprender nunca vão se acomodar, elas vão sempre a busca de mais conhecimento, ignorar isso é um total desserviço. Eles têm sede de conhecimento, e o brilho nos olhos causado pela oportunidade de aprender é emocionante.


Muitos jovens ingressam no mercado de trabalho e se profissionalizam através de ONGs e do programa Jovem Aprendiz. Além de garantir uma ajuda no orçamento da casa, dá perspectiva à jovens de baixa renda, principalmente, dando a eles a possibilidade de realizar o sonho de uma carreira.


A inserção do jovem no mercado de trabalho proporciona autoconfiança e responsabilidade, não só profissional, mas pessoal. O que mais me encanta, neste trabalho, é a determinação e a satisfação em aprender que esses jovens trazem consigo. Vale lembrar que esse é o período de transição para a fase adulta, fase essa, de muitas dúvidas e insegurança. É nossa função sermos sensíveis a essa fase e auxiliar neste processo de amadurecimento pessoal e profissional, estimulando a autoconfiança.


Ser líder é uma função muito mais humana do que o estereótipo autoritário que circula por ai, cabe a nós não só inserir esse jovem no mercado, mas dar continuidade ao processo de profissionalização dele. Fazer do jovem aprendiz um profissional qualificado. Esse é o propósito. A demanda por profissionais qualificados uma hora chega, em qualquer empresa. Se não houver o empenho em qualificar o jovem que já está lá, a empresa precisa buscar um profissional de fora, que pode custar caro, e, além disso, ele pode não se adaptar. E quanto ao jovem que aprendeu ali, há a vantagem de já estar adaptado às regras e ao ambiente. E o mais importante: ele carrega consigo o sentimento de gratidão e pertencimento em relação à empresa. E nós, líderes carregamos a sensação de dever cumprido. Como vocês podem notar, todos ganham.


Kelly Stak - Diretora Executiva Conscidisti e Coordenadora Geral do IBRASA.

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